Os sistemas operativos modernos como o Windows consomem imensa memória. Não faça confusões; ao que parece, quanto mais memória física tiver o seu PC, mais memória o Windows necessita. Embora os preços da memória tenham decrescido vertiginosamente nos últimos anos, a maior parte de nós actualizou as suas máquinas de uma forma que ultrapassa em muito os sonhos dos utilizadores de apenas alguns anos atrás, com os PCs com 128Mb de memória a proliferarem cada vez mais nas secretárias dos nossos lares. Mesmo assim, o Windows tornou-se ainda mais avançado e, como resultado, os requisitos de memória continuam a crescer - o futuro Windows XP, que está prestes a aparecer, possui os requisitos mais altos para um funcionamento uniforme que já tivemos oportunidade de ver.
Assim, se um sistema operativo requer tanta memória e se ainda não começámos todos a atafulhar semanalmente as nossa máquinas com DIMMs, de que modo é que o Windows irá conseguir funcionar de todo? A resposta aparece sob a forma de memória virtual. Em termos simples, a memória virtual é uma área à parte do espaço no disco rígido que o Windows gere fingindo que se trata de RAM. Desde que os requisitos não excedam a quantidade de memória física livre disponível, um PC funcionará à velocidade normal. Assim que for necessária mais memória do que a que se encontra realmente disponível, o Windows recorre à memória virtual.
Em seguida, o Windows observa o que está, de facto, a funcionar e examina quanto tempo decorreu desde que o conteúdo de cada área da memória foi utilizado. Depois, o SO pega nas áreas da memória física mais antigas e utilizadas menos frequentemente e guarda o conteúdo no disco, num ficheiro oculto chamado Ficheiro de comutação (ou Ficheiro de paginação, no Windows NT e 2000), libertando alguma memória real. Tal como poderá imaginar, este processo é muito mais lento do que a utilização de chips de memória real. Por exemplo, a memória PC100 tem um tempo de acesso médio de sete nanossegundos - é o ínfimo período de tempo que o PC demora a armazenar ou a recuperar informações desse chip de memória. Como até mesmo as unidades de disco mais rápidas têm tempos de acesso medidos em milissegundos, a utilização do espaço em disco como memória torna-se substancialmente mais lenta do que a memória real. À medida que o leitor utiliza o seu PC durante períodos de tempo mais longos, é provável que saia e inicie novos programas com muita frequência. Eventualmente, esta situação leva a um fenómeno conhecido como fragmentação da memória, em que a memória livre disponível real é fragmentada em muitas secções pequenas - consulte a caixa Fragmentação da memória a seguir, para obter uma explicação desta fragmentação.
Quando a memória é fragmentada, o Windows necessita de efectuar um esforço muito maior para continuar a funcionar, o que, normalmente, significa recorrer de novo à memória virtual. Assim que a memória física for suficientemente fragmentada ou esgotada, a memória virtual pode passar a estar praticamente em utilização constante. A partir daqui, o leitor poderá sentir a unidade de disco trepidar permanentemente enquanto o Windows transfere dados para e do Ficheiro de comutação - um processo conhecido como "debulha". Assim que ele atingir esta etapa, o leitor nem se atreverá a abrir um novo menu, deixando-o à vontade para, por exemplo, carregar uma nova aplicação ou ficheiro de imagens.
Fragmentação da memória
A fragmentação da memória pode abrandar o seu PC e fazer com que pareça que o leitor tem, de facto, menos RAM livre - mas o que significa?
1 - Aqui, podemos ver um PC a executar dois programas, identificados como Programa 1 e Programa 2. É possível verificar que o Programa 1 foi iniciado antes do 2, uma vez que se encontra na parte inferior da área de memória. Quando o Programa 2 foi iniciado, o Windows reservou a parte correspondente à memória livre imediatamente acima do Programa 1.
2 - Acabámos de utilizar o Programa 1, de modo que o Windows assinala a área de memória que estava anteriormente a utilizar como livre. O que não acontece é óbvio no diagrama - como o Windows não consolida a memória livre, agora, dispomos de duas áreas livres.
3 - Agora, executámos o Programa 3. O Windows reserva a primeira parte correspondente à memória livre, mas esta não é suficientemente grande para as necessidades do programa. O que acontece é que o Programa 3 é dividido por duas áreas da memória. Se sairmos do Programa 2, a memória será ainda mais fragmentada.
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